Ônix te envolve na história! | Saga Lux | Livro 2

Ônix é o segundo volume da Saga Lux, de Jennifer L. Armentrout. Aqui, a história abandona parte da leveza inicial, apresentações dos personagens que já tivemos em Obsidiana e assume um tom mais misterioso e não tão superficial, sabe? Emocionalmente e narrativamente, é mais envolve ainda. Se o primeiro livro constrói o mundo, Ônix começa a explorar as consequências de fazer parte dele.

Resenha de Ônix: menos descoberta, mais intensidade

Agora estamos cientes sobre duas coisas: o clima entre os protagonistas, que só aumenta, e o primeiro problema que eles vão enfrentar juntos. Se você gosta de um comparativo entre o primeiro e o segundo livro, em Ônix, nós temos uma construção maior de emoções, uma vez que a Katy já não está mais tentando entender o que está acontecendo, ela já sabe o que está pegando fogo, ela a partir daí, tudo (suas decisões, seus conflitos e principalmente suas emoções) ganha mais peso. A narrativa deixa de ser apenas envolvente, os problemas que vão surgindo dão profundidade à história e agora começamos ter curiosidade pela resolução dos conflitos.

Os nossos protagonistas ainda estão se conhecendo: a dinâmica entre Katy e Daemon evolui, mas não de forma simples. Eles são uns fofos, ele principalmente e, apesar de todo ranço existente no começo da série, aqui ela está bem diluída. Entre eles existe tensão, aproximação, afastamento, conflito… Ai, adoro! É um pouco adolescente a dinâmica deles, mas não acho superficial, acho que é o mérito da autora, que está em não romantizar isso de forma rasa. As relações em Ônix são mais instáveis e, por isso, mais interessantes.

Ritmo mais intenso: Se Obsidiana te dá apresentação de personagens e um contexto inicial do cenário, Ônix te prende, e prende mesmo, já que neste livro os acontecimentos ganham mais urgência, os riscos aumentam e a sensação de segurança do primeiro livro praticamente desaparece. A leitura continua fluida, mas agora com mais carga emocional, confesso que senti até ansiedade pelo que viria a seguir sabe?

Algumas atitudes dos personagens podem gerar frustração, principalmente da Katy que fica num doce danado, mas não é por acaso, faz sentido o que ela defende, mas é aquela coisa né. O drama emocional é mais presente, o que pode não agradar quem prefere leveza. Eu, como gosto de ver umas tretas, amo isso da história. Mas aqui existe um ponto importante: Ônix não tenta repetir a fórmula do primeiro livro e isso que, na minha opinião, o deixa mais interessante. Como eu já falei algumas vezes aqui, ele é mais emocionante que o Obsidiana. Dá até aquela sensação de que Obsidiana é mais lentinho, apesar de não ser.

Vale a pena ler Ônix?

Sim, vale muito a pena, mas eles não tem a mesma pegada (lembrando novamente). Ônix é um livro de envolvimento, você não está mais conhecendo a história, você já está dentro da história.

Ônix mudou o ritmo e agora você lê não só pra distrair, ainda é fácil de ler, mas já não é tão “leve” de sentir, ele trás mais emoção porque as coisas começam a ter mais peso, relações ficam mais confusas e você percebe que não está mais só acompanhando: você está envolvida.

Se você me perguntar: “Ônix é melhor que Obsidiana?” Eu vou falar que depende, sempre, né? Vale lembrar que gosto pessoal é, como a própria palavra diz, pessoal. Ele é mais intenso e mais emocional o que pode ser melhor ou mais cansativo, dependendo do momento.

Você precisa ler Obsidiana antes, porque a história é contínua e depende completamente do primeiro livro. Não é uma leitura de “estou nas nuvens” mas não é nadica de nada comparado a um dark romance, por exemplo.